Saúde
Santa Casa terá hospital do olho e endoscopia
23/07/10
Especialidades implantadas pela ex-diretoria foi impedida de funcionar antes
A Santa Casa de Misericórdia de Olímpia passará a prestar serviços de endoscopia e de atendimento a problemas do olho, como catarata, por exemplo, depois de terem sido implantados na gestão passada, da provedora Helena Pereira, e no caso do HO impedido de entrar em funcionamento por entraves criados pela Secretaria Municipal de Saúde e Executivo Municipal, segundo denunciou a provedoria.
As duas unidades de especialidades foram iniciativas particulares, em parceria com o hospital, que cedeu os espaços necessários. A endoscopia já funcionava internamente há tempos, e agora teve seu espaço levado para área fora do hospital. Houve muita dificuldade para que as ações no HO pudessem ser desenvolvidas, segundo Helena Pereira, por entraves burocráticos que o município não se esforçou em quebrar. Agora, com a diretoria mudada, após a intervenção praticada pelo prefeito Geninho (DEM) no hospital, a endoscopia e o HO vão funcionar normalmente. No caso do Hospital do Olho, inclusive, sem o devido credenciamento e subvencionado pelo município, que despenderá R$ 30 mil por mês.
“É uma empresa privada minha que alugava sala dentro do hospital, pagava aluguel e prestava serviço lá dentro. Na gestão anterior, havia interesse em tirar de dentro, por causa do trânsito”, explicou o médico Fábio Martinez, proprietário do Centro de Endoscopia e diretor clínico do hospital. A Endoscopia funciona anexa ao HO. “Hoje fazemos exames pela Secretaria Municipal de Saúde, mas independente, porque teve licitação, vieram seis empresas concorrer e eu ganhei pelo custo”, afirmou Martinez. No contrato com a Santa Casa, “ela recebe aluguel e cede o espaço”, completa o médico.
HOSPITAL DO OLHO
“Não sabemos por que a reguladora de Saúde no Estado não dá andamento nem disponibiliza verba”, queixa-se o provedor da Santa Casa, Marcelo Galette. Enquanto isso, agora que a direção do hospital está ns mãos do Executivo, encontrou-se uma solução paliativa. Por meio da Secretaria Municipal de Saúde, liberou R$ 30 mil por mês para o especialista Guilherme Kiill Júnior, proprietário do HO, fazer 35 cirurgias de cataratas por mês. O atendimento deve começar em poucos dias. Mas, para atender a demanda local o custo gira em torno de R$ 600 mil a R$ 700 mil, segundo Galette.
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